Apesar dos investimentos no abastecimento público municipal, reportagem publicada no site Ambiente Já dá conta de que os moradores da capital gaúcha consomem preferencialmente água mineral. Isso não é nenhuma novidade. Desde que as algas começaram a se proliferar nas águas do Guaíba no verão, tornou-se praticamente impossível beber do líquido precioso que chega pelas torneiras de nossas casas, em função do gosto horroso deixado por tais plantas na água distribuída pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).
A autarquia municipal tem realizado obras para aprimorar o sistema de distribuição de água na capital. Atualmente, 99,5% da população porto-alegrense tem acesso à agua tratada. Apesar disso, não conheço ninguém que se arrisque a beber água da torneira. Mas é no mínimo curioso – para não dizer coisa pior – pagar por um serviço de abastecimento público de água e ter que COMPRAR água mineral para beber.
É possível acompanhar mensalmente, no site do Dmae, os padrões de potabilidade da água medidos pelo Departamento. A título de curiosidade, verifiquei que, no último mês de maio – ainda não há estatísticas para junho –, o pH da água porto-alegrense ficou em 6,4. Se isso é bom ou ruim, não faço a menor idéia.
Foi registrada também ausência total de coliformes fecais. Ou seja: podem ficar tranqüilos que, apesar do gosto intragável, ninguém morrerá de diarréia ao beber água da torneira.
Fonte: http://www.ambienteja.info/2006/ver_cliente.asp?id=128076&aux=1
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