
Marina Silva pediu demissão nesta terça-feira do cargo de Ministra do Meio Ambiente, após seis anos de mandato. Em carta destianda ao presidente Lula, Marina informou que deixa o ministério devido às dificuldades que vinha enfrentando para cumprir a agenda ambiental.
Também o presidente do Ibama, Bazileu Margarido e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, João Paulo Capobianco, que é inclusive secretário-executivo do ministério, se demitiram.
Também o presidente do Ibama, Bazileu Margarido e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, João Paulo Capobianco, que é inclusive secretário-executivo do ministério, se demitiram.
Os ambientalistas recebem com procupação a notícia. "Trata-se de uma clara demonstração de que a área ambiental não tem espaço no atual governo", declarou à Folha de São Paulo a secretária-geral do WWF, Denise Hamú. Já o diretor do Greenpeace Frank Guggenheim disse à Folha que "o ambiente na visão deste governo é um entrave ao progresso, uma pedra no caminho" já que Marina "nunca conseguiu implementar a sua visão de que o ambiente era uma questão de todos os ministérios".
Os problemas de Marina Silva como governo Lula teriam começado em julho do ano passado, quando sofreu pressões da ministra chefe da Casa Civil Dilma Russef pela demora na liberação de licenças ambientais para obras no rio Madeira, em Rondônia, às quais Marina se opunha.
Especialistas apontam também o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como um dos motivos que culminaram com a demissão de Marina. "A ministra tentou mostrar para os seus colegas de ministério que, para o Brasil ser moderno, ele precisava integrar a dimensão ambiental ao seu desenvolvimento. Mas os seus colegas, que pensam o desenvolvimento somente em uma dimensão (econômica), não foram capazes de aproveitar os conselhos dela", declarou José Maria Cardoso da Silva, da Conservação Internacional do Brasil, à Folha de São Paulo".
No iníco deste ano, Marina Silva foi citada pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta.

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